segunda-feira, 29 de novembro de 2010
pensamento do dia*
nunca amamos duas pessoas simultaneamente. uma amamos de verdade, outra apenas pensamos que amamos.
domingo, 28 de novembro de 2010
Dia3: memórias de infância.
lembro-me da primeira vez que entrei para o infantário. odiava a ideia. Foi por isso que decidi trepar paredes, alagar as salas todas e arrancar pele. Nunca achei piada em partilhar a minha infãncia com todas aquelas criaturas da minha idade. tinha horrores. mas depois disso, tudo melhorou. lembro-me das histórias de encantar, da peça do lobo mau, da dos índios e de toda aquela euforia. na altura, não tinha preocupações. esse é um factor de topo no meio disto tudo. não me preocupava com horários, tarefas com prazos. sabia que às 20:00h tinha que estar sentada no sofá a ver scooby-doo. talvez tivesse sido a minha única preocupação. claro que nunca me esqueci quando, com apenas canetas de feltro e lápis de cor, pintei o meu quarto com tudo o que nele vinha incluído. e sim, refiro-me a cortinados, almofadas, edredões. a arte estava-me à flor da pele. oh, e nunca me esqueci o vento na minha cara quando baloiçava de um lado para o outro, como que alguém que não sabia o que seria o amanhã.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
primeira carta.
Já sinto o cheiro a Natal. cheira-me a canela e a azevinho, se é que o azevinho tem cheiro. nunca reparei atentamente se gostas do Natal. já agora gostas do Natal? fica aqui a questão. sabes que sou muito, bastante distraída. às vezes esqueço-me de onde estou. já agora, do que é que eu estava a falar? pois.. do Natal. Sinceramente acho que adoro o Natal. não é tão sensacional, a magia que ele proporciona? As luzes, os sorrisos, os enfeites, os doces, as prendas mas sobretudo as pessoas reunidas como nunca se vê durante o ano todo. Quando eu lançar o meu próprio dicionário colocarei como sinónimo de Natal "época de fraternidade" porque não? Acho bastante possível. Mas agora que penso bem, nunca deste valor ao Natal, ficas triste. sombria e com uma certa palidez. Eu bem sei que te traz más recordações porque eu também nunca me esqueci. mas conheces-me muito bem. e sabes que ultrapasso tudo rapidamente, bem.. não é bem tudo. porque o tudo é muito extenso e a extensão tem muitas vírgulas e interrogações. Mas quero que saibas e que te lembres que no Natal, principalmente no Natal, eu estou aqui. e sempre estive para apagar as vírgulas e suavizar os pontos curvos. Naquela vez, adormeci à tua beira. e quando acordamos não passara de um sonho mau onde tudo tinha sido mesmo isso, um sonho, um pesadelo que por acaso alcançou a realidade. mas eu e tu sabemos que não podemos alterar o que é real. mas descansa: foi só um sonho - disse eu.
Dia2: as melhores coisas do mundo*
Saber que está sempre lá alguém para nos apoiar. saber que por mais, insignificantes sejamos no mundo, alguém nos conota um valor especial. abraçar quem deseja um abraço nosso. um cheiro familiar. beijinhos de boa noite. termos o nosso merecido reconhecimento. termos a possibilidade e o direito de nos conseguirmos expressar das mais variadas maneiras. acho realmente incrível o desabrochar das flores, vocês não gostam de café? eu a-m-o. o sentir das pessoas, a reacção delas, o expressar delas, o ser delas. é fantástico como fazemos todos parte da mesma espécie mas que, somos todos diferentes e conseguimos sentir tudo de maneira variada. o engraçado é que adoro os sábados. mais que os sábados. os abraços. acho que não há nada mais acolhedor do que um abraço desejado.sentido. mas a realidade é que adoro café.ai e bolachaaaaaas. chocolate. minham. ah, esqueci-me. viajar. nunca viajei muito. mas só de pensar acho que oiço o barulho das ventoinhas do avião (será que são ventoinhas?) ou as ondas a bater na proa... quero um low cost já.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Dia 1: o que mais te entristece
isto não é nada difícil se eu pensar um pouco. se. fico mesmo triste quando vejo os outros tristes. fico triste quando vejo as pessoas a dormir na rua. fico triste quando tratam mal os animais. fico triste quando ouço palavras indesejáveis e fico triste quando não tenho volley. fico triste quando vejo aquelas reportagens de histórias de vida, vidas completamente diferentes da minha, fico triste porque passo a minha a vida a queixar-me e afinal tenho tudo. fico triste também, com discussões feias. fico triste quando estou chateada com alguém de quem gosto muito. apesar de raramente admitir isso. fico triste quando vejo as pessoas nas paragens de autocarro à noite, e isto não tem explicação, mas fico. entristece-me quando penso que uma coisa vai acontecer e depois não acontece puf's. fico triste quando não há bolachas em casa e fico triste quando estou mais de 5h sozinha. embora goste de solidão, tem tudo os seus limites. conclusão- fico mais triste pela tristeza dos outros. este post é muito deprimente, senão o lerem, não vos bato desta vez.
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